Fio B a 60% em 2026: por que a Equatorial subiu
Quem tem geração própria de energia solar em Goiás — ou está pesquisando para instalar — vem notando que o desconto na conta da Equatorial encolheu nos últimos anos, mesmo sem mudar nada no sistema. Isso não é falha de equipamento: é uma regra de transição definida em lei, que sobe todo mês de janeiro.
Por que a conta de quem tem energia solar subiu em 2026?
Porque o Fio B — a parcela da tarifa que remunera o uso da rede de distribuição — passou a ser cobrado em 60% sobre a energia compensada em 2026, contra 45% em 2025. Esse percentual é definido pela Lei 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída, e sobe em degraus fixos todo mês de janeiro até chegar a 100% em 2029.
O que é exatamente o Fio B
É a parte da tarifa de energia que paga pelo transporte da eletricidade até a sua casa pela rede da distribuidora — diferente da parte que paga a energia em si. Antes da Lei 14.300, quem gerava energia própria e injetava o excedente na rede ficava isento dessa cobrança sobre a energia compensada; a lei criou uma transição para acabar com essa isenção aos poucos, em vez de cortá-la de uma vez.
Como a cobrança do Fio B evoluiu ano a ano
| Ano | % do Fio B cobrado sobre a energia compensada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2029 (projeção) | 100% |
Sistemas protocolados até 6 de janeiro de 2023 — a chamada geração distribuída GD I — ficam de fora dessa tabela: mantêm a compensação integral, sem cobrança de Fio B, garantida até 2045. A tabela progressiva vale para quem protocolou o sistema a partir dessa data (GD II), que é a maioria dos projetos residenciais instalados de 2023 em diante.
Minha conta vai continuar subindo até quando?
Sim, para quem está na regra GD II: o percentual sobe todo mês de janeiro até atingir 100% em 2029, quando a energia compensada passa a pagar Fio B integralmente, igual à energia consumida da rede. Isso não zera a economia da geração própria — o desconto sobre a parte da energia em si continua existindo —, mas reduz o retorno financeiro que o projeto foi calculado para entregar quando o Fio B ainda era menor.
Dá pra escapar desse aumento sem instalar sistema próprio?
Dá, associando-se a uma cooperativa de energia por compensação em vez de instalar geração própria: a cooperativa já absorve essa complexidade regulatória e entrega um desconto fixo, sem o proprietário precisar recalcular a economia a cada janeiro. É o modelo que a Coopluz opera em Goiás, com 20% de desconto todo mês, sem obra e sem equipamento no imóvel.
O sistema de bandeiras tarifárias também pesa na conta?
Também pesa, e é um custo separado do Fio B: a ANEEL define mensalmente uma bandeira — verde, amarela ou vermelha — que adiciona um valor por kWh consumido conforme o custo de geração de energia no país naquele mês, e essa cobrança incide sobre qualquer consumidor, com ou sem geração própria. Quem está numa cooperativa de compensação com desconto fixo sente menos esse efeito, porque a bandeira incide sobre uma fatura que já chega menor.
Quer um desconto que não muda com a tabela do Fio B? Peça a análise da sua conta de luz.